Setransp repudia ataques do Sindimoc

Empresas de ônibus estão em busca de soluções para violência no transporte coletivo

Setransp repudia ataques do Sindimoc
12/09/2017 |

Ao perceber que sua estratégia de paralisações abusivas e inconsequentes já estava colocando a população contra o seu movimento, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) busca agora uma saída honrosa dessa arapuca em que se meteu, representada por paralisações diárias, longo período e com consequentes prejuízos à população e ao comércio. A artimanha consiste em acusar as empresas de ônibus de ameaça de demissão. É um caminho tão óbvio quanto falso.

As empresas deixam claro, mais uma vez e até por também serem vítimas dos crimes, que são solidárias ao Sindimoc e a população de Curitiba e Região Metropolitana em relação aos episódios de violência ocorridos no transporte coletivo. No entanto, consideram que uma série de paralisações apenas prejudicaria ainda mais o passageiro, como de fato aconteceu, e por isso buscaram, pela via legal, a continuidade do serviço.

As operadoras esclarecem, ainda, que estão participando ativamente na busca de soluções para esse problema. Só nesta terça-feira (12) tiveram reuniões, junto com a Urbs, com três empresas interessadas em instalar câmeras nos ônibus, e informam que esse assunto está sendo avaliado junto com outras medidas, como, por exemplo, fazer com que o botão do pânico, presente nos ônibus e nas estações-tubo, dispare um alerta diretamente nos centros de controle da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

As empresas de ônibus também integram o Comitê de Segurança no Transporte Coletivo na tentativa de conter a violência, junto com todos os entes que formam o sistema, entre eles o próprio Sindimoc, com quem, aliás, já debatem o assunto há anos. Por isso, surge a dúvida: se já está participando do comitê, que é o fórum apropriado para encontrar soluções, será que o Sindimoc optou por esse cronograma de paralisações por causa única e exclusivamente da falta de segurança? Ou também pode ter a ver com a perda do Fundo Assistencial? No fim, os protestos, em vez de apontar soluções, apenas mostraram o sindicalismo de greve que tomou conta do Sindimoc.

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